sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Faça-se luz!

Agora que os dias começam a ser mais curtos... E as noites mais.... Oh! Vamos mas é ao que interessa: Luzes.

Tenho uma Sigma Powerled e uma Karma. Luzes razoáveis (pensava eu) para a prática do btt noturno... Até que me passou pelas mãos uma Magicshine vendida pela Dealxtreme.

A sigma powerled ronda os 100-120€, a karma 45€ (só o foco) ou 70-90€ com baterias. A Magicshine ronda os 60€.

Em termos de construção e utilização as Sigma saem a ganhar. Têm melhores acabamentos, são totalmente imunes à agua e a operação da luz propriamente dita é mais lógica e intuitiva:

Acciona-se o botão prolongadamente e elas acendem no modo de menor intensidade. Accionando novamente o botão (mas agora basta ser de forma rápida) passam para o modo médio e máximo de intensidade luminosa, mantendo sempre o ciclo a cada accionamento: Mínimo-Médio-Máximo--Mínimo...... Para desligar é necessário premir o botão durante algum tempo.

A Magicshine neste aspecto sai a perder. Possui 3 modos de funcionamento: Máximo, Mínimo, Intermitente. Quando se acciona o botão passa logo para o nível máximo (situação indesejada, pois se for requerido o modo de baixa intensidade é sempre necessário passar pelo modo mais forte habituando mal a visão...

Depois do modo máximo, com o premir do botão passa para o médio, para o intermitente e desliga, seguindo-se novo ciclo. Aqui podemos encontrar mais duas falhas graves:

1º- O modo intermitente é de tal forma "feroz" que não serve praticamente para nada. O led neste modo pisca na sua intensidade máxima chegando a ofuscar quem vem de frente.
2º-Para passar do modo mínimo de intensidade para o máximo é necessário apagar a luz, pois o seu ciclo é Máximo-Mínimo-Intermitente-Apagado.

Uma outra falha reside impermeabilidade de todo o sistema. Enquanto o foco tem um aspecto estanque, já as baterias não o parecem ser, o que obriga a adaptações. Também a fixação das baterias à btt podia ser melhorada com umas fitas de velcro.

Quanto ao tempo de utilização, nada posso dizer... Quando receber a minha.

Mas o que interessa mesmo aqui é a comparação dos focos.


Neste comparativo foi usada uma máquina fotografica Canon Ixus 750 em modo manual. O primeiro set de fotos (aqui mostrado) foi tirada com ISO 400 e tempo de abertura 1/3". A câmara estava assente na roda da frente e todas as fotos foram tiradas exactamente nas mesmas condições.

O caminho estava molhado, o que não mostra muito a potência das luzes, mas para a comparação serve.


ISO 400 1/3"

SIGMA KARMA Low Mode.
SIGMA KARMA Medium Mode


SIGMA KARMA High Mode


SIGMA POWERLED Low Mode

SIGMA POWERLED Medium mode


SIGMA POWERLED High Mode
MAGICSHINE Low Mode


MAGICSHINE High Mode
Como referência para o teste tirei uma foto mas com as luzes apagadas. Como se pode verm estava escuro como o breu. Basicamente não via o chão com as luzes apagadas.

LIGHTS OFF


Todas as luzes ligadas:




Algumas curiosidades....


Luzes montadas:


Suporte Usado:
Fica como curiosidade um vídeo da Magicshine a piscar.



video

Resumindo: Prefiro a Magicshine em modo baixo que a Powerled em modo máximo. :)

Recomendo um salto ao blog do Bravellir para ver a MagicShine mais em detalhe: http://www.bravellir.com

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sente-se, por favor!





Selins. Um dos componentes mais importantes da btt. Idealmente querem-se confortáveis, leves e desportivos, o que é quase impossível de conseguir num só selim...

Confortável para fazer km's sem problemas, leve para ajudar na dinâmica da btt, desportivo para dar liberdade de movimentos.

Neste momento já me passaram pelas mãos alguns deles, cada qual com a sua "personalidade". Já lá vai há muito o tempo do wtb ssk. Excelente conforto, um pouco largo, que se bem me recordo pesava mais de 200g...

Depois segiu-se um selle itália slr, um dos primeiros. 142g. Esse parou uma semana. Não me adaptei.

De seguida um Fizik Aliante Carbon, o selim mais confortável que tive até hoje. Tem duas camadas distintas de carbono, que tornam o centro do selim mais flexível, e pesava 178g. Era um pouco largo o que não ajudava muito o body english... Mas como tudo, um dia teve de entregar a alma ao criador... Quer dizer, ainda para lá na caixa das peças suplentes... Além que o peso... Bom, podia ser mais leve.

Depois testei um slr kit carbon (do mano). 140g. Selim com uma boa relação peso/preço conforto.

Neste momento surgiu como opção um dos selins mais promissores dos últimos tempos. Um Saevid S1 de fabrico artesanal espanhol. Basicamente uma cópia do selle itália slr c64, mas ao invés de custar 300€ custa 100€, e pesa 84g, o que o torna num dos mais baratos e leves selins do mercado...


Saevid S1

O formato é muito bom, e os ossos da bacia, pelo menos os meus, encaixavam mesmo no local certo. Era desportivo (a manobrabilidade em cima da btt era muito boa), leve, bonito... Mas muito duro. Não me refiro ao toque, pois todos os selins em carbono são duros por natureza, mas o facto de quase não flectir com o peso do corpo tornava-o desconfortável em longas distâncias. La teve de seguir o seu rumo.

Da esquerda para a direita: Saevid S1 - Selle Italia slr Kit Carbon - Fizik Aliante Carbon



Finalmente agora tenho um Tune Speedneedle Marathon. É leve (104g o meu, anunciados 108g), o carbono é flexível (pelo menos mais que o Saevid), e tem partes revestidas a pele. A sua forma côncava ajuda a manter o corpo no lugar, mas não ajuda nos movimentos em cima do selim. Existe a versão normal deste selim que é um pouco mais estreito.


Tune Speedneedle Marathon

Os railes em carbono não têm nenhum revestimento que dê protecção contra os tubos de selim mais agressivos, e são de diâmetro uma pouco acima do "standard", o que o pode tornar incompatível com alguns tubos de selim.

Já o tenho há alguns meses, e para já é para manter. Está com um bom compromisso peso/conforto. Um pouco caro, mas todos os selins desta gama são caros...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

De grão em grão...

Desta feita foram os Cleats. Uns em aço pesam 37g, em titânio 21g... Uma poupança de 16g.

Ambos da Exustar.

Os de titânio são o modelo E-C06Ti.

Os de aço são o modelo E-C01.
Resta agora ver a durabilidade...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ok, a roupa também conta...


O vestuário é muitas vezes menosprezado e relegado para segundo plano. Obviamente que enquanto a qualidade de uma peça de roupa cresce no máximo de forma linear, já o seu preço cresce de forma exponencial, atingindo valores exorbitantes, o que leva a muitos, eu inclusive, a procurar naquela zona cinzenta o artigo com o melhor compromisso...

Dito isto, apresento aqui a minha última aquisição em termos de vestuário: Calções Assos FI.Uno S5. São os início de gama da marca Assos da geração S5, a mais actual. Como feliz proprietário dos Assos FI.13 da geração anterior, estou muito curioso na comparação de ambos...

Para já apenas a apresentação do produto, que é difícil de bater. Mais tarde uma review frente a uns calções de gama media baixa e gama alta.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Faz a fama, e deita-te na cama...

Rodas. Precisava dumas rodas. Queria algo leve, fiável, e de preferência com preço comedido...
Como decidi comprar umas rodas "à la carte", comecei por escolher os componentes:


Aros: Ztr Olympic. São relativamente leves (350g), relativamente fiáveis e óptimos para serem convertidos a tubeless, pois as suas paredes são mais baixas que o normal, fazendo com que a cinta/parede do pneu fique mais próxima do interior do aro, ajudando não só no enchimento do pneu, como possibilita andar com pressões mais baixas sem que o dobrar do pneu obrigue o pneu a descolar tão facilmente do aro. Outras hipóteses seriam os Ztr race (300g) - mais frágeis e com limítes de peso e pressão muito baixos, frm (330g) - com olhais mas sem estarem tão bem preparados para converter a tubeless...

Raios: Sapim Cx Ray - São dos mais leves, com preço razoável e estética aprumada (espalmados). Outras opções seriam os Dt Revolution - Mais baratos mas não tão estéticos, Dt Aerolites - Semelhantes aos sapim mas mais caros.

Cubos: Tune King Kong - Muito leves (dos mais leves), falanges assimétricas e existem em várias cores... Aqui optei pelos brancos. Poderia ter optado pelos Chris King ISO - Mais pesados e caros, mas com melhor sistema de roda livre e com outra robustez. Dt 240s - Relativamente leves (apenas mais pesados 50g que os tune, estando a diferença principalmente no cubo traseiro), preço razoável quando comprados numa montagem (rodas completas), sistema de roda livre muito fiável e robusto.

As rodas acusaram 1319g na balança, portanto, o esperado. Os problemas começaram a seguir. Após as primeiras voltas a roda traseira começou a fazer barulhos, até que a roda livre/cêpo partiu num passeio, meia dúzia de voltas depois de as receber.


Após uma breve pesquisa reparei que todas as rodas livres em alumínio partiam. Depois de enviadas para garantia e negociada a compra duma roda livre em titânio, eis que tenho as minhas rodas de novo operacionais, prontinhas para venda.

Cêpo em Ti:



Diferença de peso dos cêpos:

Titânio


Alumínio



Um outro aspecto que nunca me agradou neste cubo traseiro foi o facto dos linguetes não entrarem exactamente ao mesmo tempo, isto é, ao rodar a roda muito lentamente, era possível ouvir cada um dos 3 linguetes/dentes a entrar de cada vez, o que de bom nada tem. Numa situação de extremos, se um linguete entrar/morder e os outros não, as forças da pedalada vão estar descompensadas podendo levar a uma rotura prematura do cêpo...

Pelo que pude apurar, esta marca está a ter problemas com estes cubos, que têm a roda livre em alumínio. Mas não é por isso que os retiram do mercado, antes pelo contrário, continuam a vender, mostrando uma falta de respeito e consideração pelo cliente. Por isso, cubos Tune: Não, obrigado.

Fica a seu favor o som da roda livre...


video

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

KMC X10-SL



É uma das correntes mais leves do mercado. Embora seja para 10 velocidades, funciona muito bem numa transmissão de 9 velocidades.

Peso: 240g
Peso com 104 elos: 220g

Vantagens: Peso
Desvantagens: Longevidade, Preço.

Esta corrente durou apenas 700km, o que é muito pouco... Uma shimano HG93 (nível xt) custa 1/3 e dura 2-3X mais... Cada um deve decidir se compensa ou não... Eu fiquei um pouco desiludido com a longevidade...

No eurobike a marca referiu que os novos modelos já apresentam mais longevidade. A comprovar.



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

E cá está ela.




Bom, este blog irá ser um local onde irei relatar a minha experiência pessoal com o btt. Quantas vezes não dou comigo possuido com tamanha indecisão acerca da compra deste ou daquele componente? Será que é fiavel, resistente...? Irei fazer asneira.... Outra vez...?

Sendo assim, neste pequeno espaço vou deixar o meu pequeno contributo para tentar tornar mais indeciso ainda aquele que indeciso se encontrava. Aqui irei relatar o motivo das minhas escolhas e o grau de satisfação. E é isto. :)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BatasOnWheels

E salta a rolha da garrafa de champanhe, ou melhor, de espumante, que isto da crise não dá para mais... Desde que não saiba a chiclete, já me contento com o dito nectar...